Índia

Delhi

(17.06.2007) Depois de um longo voo finalmente cheguei em Nova Delhi na Índia a 1h da madrugada e logo começou o 1º drama, pegar um táxi para o Hotel, parecia missão impossível. Milhões de taxistas querendo me levar, praticamente estavam saindo no tapa entre si. Além disso, ainda existem os táxis pré-pagos, que estavam custando o dobro do preço. A situação me lembrou muito ao aeroporto do Galeão do Rio de Janeiro de muito tempo atrás, era exatamente assim.

Sempre querendo ser esperto peguei um dos táxis básicos. Com isso começou a minha primeira aventura pela Índia. O taxista queria porque queria me levar para outro Hotel, ele tentou de tudo para me convencer que o Hotel era muito melhor, que o que eu reservei era muito ruim, . . . Depois descobri que ele ganhava comissão no tal Hotel. Mas como sou duro na queda não aceitei. Aí ele me largou perto do Hotel porque a rua principal estava interditada e ele não sabia direito onde era o meu Hotel. Tive que completar o caminho a pé, isso na Main Bazar Street. No começo fiquei meio bolado, parecia que eu estava no meio de uma favela, gente dormindo em cada canto da rua junto com cachorros, vacas e outros animais. Aos poucos fui relaxando e entrei no clima de paz. Próximo problema, como achar o Hotel, é praticamente impossível, passei por muitos becos e entradas que a princípio deveriam ter nomes, mas não existe nenhuma sinalização, e ninguém sabia me informar onde era o meu Hotel. Do nada apareceu um bike-táxi, me pareceu a única opção de chegar ao Hotel. Subi e ele começou a pedalar, a cada esquina ele acordava as pessoas e perguntava do Hotel. Após 1h consegui chegar, já estava quase desistindo e entrando em outro hotel qualquer só pra dormir.

Ao acordar tomei meu café da manha e parti pra conhecer a cidade. Claro que fui a pé, para sentir um pouco do clima local. Após andar muito e me perder um pouco nas ruas cheguei numa Mesquita, depois no Red Fort e no Templo Sisganj. Neste templo estava rolando uma super energia positiva, tinha muita gente, e estava tendo um ritual com muitos mantras.

Além disso, estava tendo uma campanha de doação de sangue nesse templo, e é claro que eu aproveitei para doar sangue e ajudar os que precisam. Vocês deveriam ver a cara das pessoas de felicidade nesta estação de doação, todo mundo ajudando aos que precisam, e eu fiquei tão feliz ao ver tanta gente com boa vontade e com bom coração.

De lá ainda fui ver o Índia Gate e o Palácio Presidencial. Também comprei uma apostila em formato de CD-Rom intitulada “Aprenda Hindi”. Chegando de volta ao Hotel já fiz a minha 1ª aula, nada fácil.

(18.06.2007) O dia amanheceu chovendo, fiquei trabalhando um pouco no hotel, e depois fui passear um pouco pelas ruas aqui perto do Hotel (Main Bazar Street, Pahar Ganj). E de noite peguei o busão noturno rumo a Rishikesh, o berço do Yoga, cheio de vontade de aprender novas técnicas e poder aprofundar meu conhecimento.



Rishikesh

(19.06.2007) A viagem de Busu dos 250 km de Delhi para Rishikesh demorou uma eternidade, parecia que eu nunca iria chegar. As estradas são péssimas, o Busão é pré-histórico e para piorar ele para todo minuto para alguém descer ou subir. Demorei umas 9h e cheguei acabado de manha na estrada entre Haridwar e Rishikesh, onde tive que pegar ainda um Rickshaw (uma moto com uma cabine atrás que vira taxi) até chegar finalmente a Rishikesh.

Durante a viagem conheci o Gui (França) e a Sibele (Canadá) conversamos bastante e na chegada resolvemos andar em conjunto pela cidade pra procurar por um lugar para ficar. Entramos em uns 3 ashrams na parte baixa da cidade, mas não gostamos de nenhum deles. Durante as viagens recebi a dica de ficar no Swiss Cotage aqui em Rishikesh, logo partimos para procurar esse lugar. Chegando lá, gostamos de cara e nos hospedamos em um dos hotéis do quarteirão.

Resolvemos almoçar 1º porque estávamos mortos de fome. Após almoço a Sibele resolveu tirar um cochilo e o Gui e eu fomos explorar o restante da cidade. Existem muitas e muitas escolas de Yoga espalhadas por todos os cantos, vários templos e o rio Ganges cruza o meio da cidade, que é envolta pelas montanhas.

Durante o passeio vi uma cena inimaginável no mundo ocidental, um Sadhu na beira da rua tinha meia dúzia de mangas no pote que ele carregava, além disso, ele só tinha uma sacola provavelmente com outro par de roupa. Ao passarem 2 outros Sadhus por ele, ele ofereceu de dividir as mangas com eles, ao verem que ele só tinha aquelas eles não quiseram aceitar, mas ele fez questão de dividir, dando 2 para cada um dos outros. Vários turistas passaram por ele oferecendo esmolas, mas ele não aceitou alegando que ele já tinha tudo do que precisava. Fiquei encantado. No final do dia ainda participai de um Puja (agradecimento) na beira do Ganges, com invocações de vários Mantras, uma energia super boa ao por do sol.

(20.06.2007) Após dormir bastante e ter recarregado toda a energia tomei um delicioso Café da Manha. Logo depois o tempo fechou e caiu um super temporal. Me deu vontade de tomar um banho na chuva devido ao enorme calor que estava fazendo, e com isso, fui pro meio da chuva, cantei um monte de Mantras e fiquei curtindo esse banho delicioso, simplesmente foi impar. A tarde pratiquei a minha 1ª aula de Yoga no Hotel mesmo, a aula foi bem básica e não me atraiu para fazer de novo com o mesmo instrutor. Fiquei meio decepcionado e resolvi que iria procurar outros lugares para praticar.

(21.06.2007) Acordei cedo pra explorar um pouco mais do lugar. No meio do caminho em direção a ponte encontrei com a Corin (EUA) e ela também estava procurando por cachoeiras em volta da cidade, resolvemos tentar a sorte juntos. Andamos, andamos e andamos e do nada tem uma entrada pro meio do mato e claro que entramos. Após andar por mais meia hora chegamos numa cachoeira super linda. O único detalhe, que estragou o visual foi que as pessoas não sabem cuidar bem do paraíso que é dado a elas, por todos os lugares tinha garrafas de plástico espalhadas, uma pena. Continuamos a caminhar por mais uma hora morro acima e chegamos a outra cachoeira menor, mas show. Fiz uns exercícios de Yoga com ela e depois aproveitei que tinha alguém para tirar fotos para mim e explorei um pouco a Corin ;)

Na volta aconteceu uma cena engraçada. Estávamos caminhando pela trilha quando um grupo de macacos nos cercou. A gente meio sem entender nada ficou olhando e resolvemos continuar caminhando, mas eles fecharam a nossa passagem, me deu a impressão que eles iriam nos atacar. Aí a Corin falou que achava que eles queriam a nossa comida, ao colocar as mangas que eu tinha numa sacola plástica no chão eles pegaram elas em instantes e também abriram o nosso caminho. Posso dizer que fomos assaltados por um grupo de macacos :)

Ao voltar eu estava acabado. Resolvi trocar de hotel porque a cama não era muito boa, tentei até trocar de quarto, mas o pessoal não foi muito receptivo. O novo hotel é show, Cottage da Mama, ao lado do anterior. A senhora, que é dona do local é simplesmente uma Mãe para todos os hospedes. Ela chega a chamar todo mundo de “My Son” e cuida para que todos estão se alimentando bem, verificando que não está faltando nada, super atenciosa. Adorei o lugar assim que pisei aqui, fiquei encantado. Logo comecei a fazer amizade com os outros turistas que também estavam hospedados no Cottage da Mama. Para completar, toda noite ela transforma o lugar num restaurante e vem muita gente jantar. A comida dela é famosa em toda Rishikesh, o Thali da Mama, e é maravilhosa, quem vem tem que conhecer.

(22.06.2007) Yoga matinal para acordar cheio de energia. Mais uma vez não gostei da aula, o Himalaya Yoga está muito associado a relaxamento. Depois fiquei de bobeira no restaurante do Hotel, conversando com gente de todo mundo (Israel, Canadá, Suíça, Bélgica, França, África do Sul,...) e tinha até um cara que morou no Brasil durante 8 anos, foi bom falar um pouco de português. A tarde passei trabalhando. Durante o jantar surgiu a conversa de ir até a origem do rio Ganges em Gaumukh, logo me animei, e juntamos um grupo para fazer essa viagem de alguns dias.

(23.06.2007) Tirei o dia para fazer nada. Só curti a cidade e seus templos.

(24.06.2007) Descobri que ir até Gaumukh não é tão simples assim, ou você aluga um Jeep particular ou se vira de busão pré-histório. Não preciso nem dizer qual foi a minha opção, né? Eu o Peter e o Joen corremos atrás da passagem do busão, não foi tão fácil, parecia que ninguém conhecia o caminho das pedras, mas com paciência e muito para lá e para cá conseguimos comprar a passagem para Gangotri, o último vilarejo antes de iniciar a trilhar para Gaumukh. Vamos partir amanha 5 e pouco da manha. Para garantir fechamos um Rickshaw para levar-nos até a suposta rodoviária.



Gaumukh

(25.06.2007) Acordei super para pegar o busão as 5:30h da manha rumo a Gangotri. O busão deve ser da década de 40, e para piorar os lugares ultra apertados, ao invés de ter 2 fileiras com 2 poltronas de cada lado, tinha 2 fileiras com 3 poltronas de cada lado. Por sorte não sou dos maiores, mas mesmo assim sentado na janela meu ombro batia praticamente na metade da outra poltrona, logo tive que ficar encolhido durante toda viagem. Além disso, o busão estava super lotado e não chega a passar de 30km/h. A segunda metade então piorou mais ainda, porque somente existia uma pista, a mesma que sobe é a que desce dos Himalayas, isso é claro que sem acostamento, podem imaginar a confusão que dava cada vez que 2 onibus se cruzavam. A viagem que deveria demorar no máximo 10 horas (pela previsão) demorou 14 horas, isso para percorrer em torno de 250 km, da para acreditar? Eu e os outros dois chegamos mortos em Gangotri, somente restou energia para achar um lugar pra ficar, não tinha muita opção e resolvemos ficar no Krishna Ashram. Caí exausto na cama.

(26.06.2007) Nessa aventura para a origem do rio Ganges, um dos lugares mais sagrados da Índia estavam comigo o Joen (Bélgica) e o Peter (Holanda). Acordamos super tarde porque estávamos exaustos da viagem de busu de ontem. Mesmo assim resolvemos subir o 1º trecho da trilha, e paramos em Bojwasa, 15km de trilhas no meio do Himalaya. Foi show de bola, mas super cansativo, tem que levar em conta que tem que carregar tudo, ainda bem que só estou com uma mochila pequena com poucas coisas, o que mais pesou foi a água. Acabei bebendo toda minha água muito rápido e daí em diante tive que beber a água do próprio rio Ganges, mas como eu tava no meio do Himalaya isso não era tão arriscado assim. No caminho existem várias paisagens maravilhosas, caminhamos sempre ao lado do Ganges, no ar está um clima de paz e tranquilidade total. Arrumamos outro quarto pra dormir, não existem muitas opções, só algumas tendas, e a polícia aluga as celas da cadeia, já que aqui não existem criminosos. Ficamos na cadeia mesmo já que era bem mais barato que a tenda. Por sorte tinha uma tenda onde pudemos comprar um jantar, eles fizeram a comida na lenha, toda vegetariana e uma delícia, me surpreendi.

(27.06.2007) Não consegui dormir muito bem devido a altitude, vira e mexe acordei na madrugada com o coração praticamente explodindo no meio do peito. Haja pranayama para controlar isso.

Ao acordar logo nossa caminhada continuou até Gaumukh. Tava um clima de muita energia boa no ar. O Joen estava passando mal, ficamos em Gaumukh umas 3h antes de decidirmos que não continuaríamos a caminhada para Tapovan. Foi a melhor decisão que tomamos, senão ele ia morrer no meio das montanhas e talvez todos nós, já que na descida encontramos com um alpinista que nós falou que estava armando uma tempestade no alto de Tapovan. Acho que os Deuses ajudaram um pouco :)

As geleiras de Gaumukh são muito bonitas, e do meio de uma geleira gigante sai a água bombando com muita força e originando o sagrado rio Ganges. Aproveitei o clima de tranquilidade e paz total para meditar um pouco na beira do rio. Aí já estava na hora de entrar no Ganges e limpar a alma, a água estava perto de 0 grau e cheio de gelo boiando, entrei com os pés e molhei o corpo todo, praticamente congelei, mas foi show. Os outros 2 não tiveram coragem de entrar. A caminhada de volta até Bojwasa demorou uma eternidade e ainda resolvemos caminhar um pouco mais para ter que andar menos amanha. Finalmente chegamos numas barracas, e resolvemos dormir por lá já que estava praticamente escurecendo. Eram umas tendas montadas de lonas de plástico com umas colchas por cima das pedras formando uma mega cama, super rudimentar, mas também só custou 1 real a pernoitada. No total percorremos mais uns 13km hoje.

(28.06.2007) Acordei junto com o sol e fui me refrescar na beira do rio. Por volta das 7h o time todo estava de pé. O Joen ainda passando mal não estava nem se aguentando em pé, arrumamos um jeito de carregar as sua mochila até Gangotri e iniciamos a nossa caminhada final, que demorou uma eternidade porque o passo estava super lento. Por volta do meio-dia chegamos de volta e arrumamos um lugar para pernoitar antes de continuar a viagem de volta para Rishikesh amanha de manha.



Rishikesh

(29.06.2007) Acordei super cedo pra pegar o busu de volta pra Rishikesh. A viagem demorou uma eternidade de novo, mas o motorista fez em 10h, uma aventura total pegar um desses ônibus nas montanhas do Himalaya. A estrada é péssima, cheio de curvas e só existe 1 pista para ida e volta, logo qualquer cruzamento de 2 veículos pode-se tornar facilmente uma tragédia, já que a queda seria de muitos e muitos metros pra dentro do abismo. Mas como tudo aqui é super tranquilo, na paz, e abençoado pelos Deuses, não acontece nada, um verdadeiro milagre. Voltei a me hospedar no Cottage da Mama, ela é um amor de pessoa e me recebeu super bem de volta.

(30.06.2007 – 02.07.2007) Uns dias de descanso da viagem a Gaumukh ainda, só curtindo Rishikesh e praticando Yoga.

(03.07.2007) De manha tentei agilizar a minha ida para Amritzar, mas não tinha mas trem e vou ter que ficar mais um dia em Rishikesh. O pessoal daqui do hotel (Armin, Tim e Steve) animaram de conhecer uma caverna e emendar numa das cachoeiras, resolvi aderir ao grupo. Após café da manha o Armin e o Steve desanimaram, mas eu e o Tim fomos mesmo assim. Pegamos um bus local e partimos na direção que nos indicaram. A Baxista Cave é uma caverna super pequena, tem menos de 10m de extensão. Ao entrarmos estávamos conversando e tiramos fotos por todos os lados, só depois percebemos que tinham algumas pessoas meditando no interior, que gaffe!! Na volta o bus deixou a gente na subida da cachoeira, tivemos que caminhar mais uns 30min para chegar até a cachoeira grande, show, obviamente que mergulhamos, estava um calor infernal e a água estava super refrescante. Ao longo das cachoeiras tinham várias plantações de arroz e muitos agricultores locais, foi interessante ver como eles vivem.

(04.07.2007) Chegou a hora de partir para o próximo destino, vou pegar um trem noturno para Amritzar, que fica perto da borda com o Paquistão. Fiz o mochilão de manha, depois trabalhei um pouco, aguardando a hora de partir. Como o trem saí de Haridwar resolvi ir um pouco mais cedo e ver o Puja na beira do Ganges por lá antes de embarcar no trem. Acabei só vendo o Puja rapidamente ao passar pela estrada porque fica longe da estação de trem e eu não tinha onde deixar as minhas tralhas. A estação de trem estava super hyper lotada, parecia um minhoqueiro de pessoas. Com a ajuda de algumas pessoas consegui achar o meu trem e o vagão certo, e embarquei.

Amritzar

(05.07.2007) O trem demorou muito e somente cheguei as 11:30 da manha em Amritzar. Fui procurar o Golden Temple Guesthouse para me hospedar por lá, como tinha recebido algumas dicas antes não foi tão difícil. Eles têm uns dormitórios separados para os turistas com banheiro próprio, melhor que eu esperava. No Golden Temple eles oferecem dormitório e comida para todas as pessoas, e tudo funciona a base de doação. É inacreditável a quantidade de pessoas que visita o templo todos os dias, dizem que são em torno de 5mil. Imaginem organizar comida para tantas pessoas.

No final do dia fui ver a parada na borda Índia-Paquistão, parece um mega-festival, milhões de pessoas vão lá todos os dias só pra ver o portão fechar. Claro que rola mo agito, eles cantam os hinos, correm com as bandeiras e fazem uma mega festa disso tudo. Foi muito animado e interessante. Antes de dormir fui dar mais uma olhada no templo dourado de noite, é impressionante!

(06.07.2007) Não tem mais muito que fazer em Amritzar, além de visitar o Golden Temple. A cidade é muito pobre e está fazendo um mega-calor, algo em torno de 48 graus célsius. Tive que tomar um 5 ou 6 banhos por dia para refrescar um pouco. E é claro que não tinha ar-condicionado no templo. Resolvi ficar no dormitório e trabalhar um pouco.



Vrindavan

(07.07.2007) Peguei o trem de manha voltando para Delhi, para de lá continuar a viagem rumo a Vrindavan, Agra e Varanasi. Deixei grande parte da minha bagagem no Hare Rama Guesthouse. Atualizei o site e fui dormir.

(08.07.2007) Mais um dia que começou com o trem. Delhi para Vrindavan. Aproveitei o tempo no trem para trabalhar, comprei passagem na 1ª classe só por causa disso. Chegando em Vrindavan fiquei maravilhado com a quantidade de templos que existem neste lugar, dizem que a cidadezinha tem mais de 5000. Me hospedei no ISKCON (International society for Krishna conciousness) Guesthouse. De lá fui explorar um pouco a cidade e os templos, simplesmente saí perambulando pelas ruelas. Pra finalizar o dia fiquei um pouco no templo cantando os mantras com as pessoas que estavam por lá. Muita energia!

(09.07.2007) Meu níver, 31 anos, Parabéns!!! Como por aqui não tem muito que comemorar e como também estou sozinho aqui em Vrindavan, resolvi passar o dia do meu níver no Taj Mahal em Agra. Além disso, resolvi passar o dia em jejum.

Assim que acordei fiz uma boa prática de Yoga pra começar este novo ano da minha vida cheio de energia e vitalidade. Então parti para Agra, uma caminhada até a rua principal, um rickshaw para Mathura e de lá um busu local para Agra, demorei um pouco mais de 2h para chegar, foi um pouco de perrengue, mas cheguei bem.

Pra variar um pouco o ingresso para estrangeiro é uma facada e para local é praticamente de graça (750 rupies e 20 rupies respectivamente). Mas ta na chuva é pra se molhar e entrei. O complexo do Taj Mahal é gigante. Ao ver o Taj propriamente dito fiquei maravilhado com a beleza que ele transmite. Parei pra ficar olhando da distância por alguns minutos como todas as pessoas que chegam até este ponto. Depois explorei os detalhes do Templo, sentei um pouco por lá e meditei, tentei absorver a energia positiva que estava rolando no ar.

Na volta peguei um rickshaw de bike do Taj até o ponto do busu, o motorista, um menino que não deve ter mais de 12 anos. Fico sempre chateado vendo essas coisas, as crianças deveriam estar estudando nos colégios, mas aqui na Índia muitos trabalham deste cedo. Ele me cobrou 20 rupies, como é meu níver resolvi dar 100 rupies para ele, vocês deveriam ver os olhos dele de felicidade e alegria, claro que isso para mim foi um ótimo presente, fiquei emocionado com tanta felicidade.

Cheguei de volta a Vrindavan no final do dia, passei mais um tempo aqui no Templo, depois escutei um pouco de música e fui dormir.



(10.07.2007) Comecei o dia trabalhando. De tarde fui me encontrar com um brasileiro, amigo do meu primo, que mora aqui em Vrindavan e toma conta do templo Goura Gadadhara, o Purushotama. Conheci o Templo e depois ele e os outros do Templo me levaram pra passear pela cidade. No final do dia fui ver a cerimônia Yamuhna Atri na beira do rio. Foi muito show porque a cerimônia é pequena e eu pude participar ativamente. Para fechar o dia o pessoal do Templo fez uma macarronada para comemorarmos o meu níver. Adorei isso.



Varanasi

(11.07.2007) Volta para Delhi para partir pro último destino aqui pela Índia, Varanasi. A volta foi melhor que eu esperava, peguei um Rickshaw até a beira da estrada e de lá entrei num busu rumo a Delhi. Pro meu espanto a estrada que liga Agra a Delhi é muito boa e fizemos o percurso de 130km em pouco mais de 2h, que é um milagre pelo que vivenciei aqui na Índia. Atualizei o site e fiquei esperando a hora do meu trem para Varanasi. No trem conheci um Indiano que é músico na Europa e a Laure que é Francesa, ficamos conversando até altas horas antes de dormir.

(12.07.2007) Cheguei em Varanasi de manha cedo e logo fui procurar um lugar para ficar, me alojei no Vishnu Guesthouse que fica na beira do rio Ganges. Peguei um quarto com vista para o rio, muito bom. Aí descobri que em Varanasi eles desligam a luz elétrica todos os dias entre as 10h e 15h, logo nada de ventilador nem de computador, e estava um calor infernal. Resolvi perambular um pouco pela cidade. O lugar tem milhões de ruelas, cheio de lojas e todo minuto tentam te vender de tudo. Após certo tempo comecei a perder a paciência com os vendedores e passei a ignorá-los, não é muito legal, mas não tive outra opção. Depois a Laure ainda me contou que para as mulheres Europeias é muito pior, porque os Indianos ficam o tempo todo tentando cantar elas, de forma nada delicada. Ela me contou que de minuto em minuto alguém chegava nela na rua perguntando se ela não queria transar com o cara. Achei isso um absurdo. Depois descobri que existe um problema de valores nisso tudo. Com a internet chegou muita pornografia na Índia e com isso os Indianos acham que as mulheres Europeias transam com todo mundo. Como nosso mundo é louco, né?

(13.07.2007) O dia amanheceu meio chuvoso e resolvi trabalhar já que estava cheio de coisas para fazer. Na hora do almoço encontrei com um pessoal que estava em Rishikesh também e resolvemos todos almoçar juntos.

Descobri que aqui também existe um Golden Templo, mas que somente os Indianos podem entrar. Fiquei encucado com isso, me deu uma vontade enorme de conhecer esse local. Fiquei meio observando de longe. O Templo é super protegido pelo Exercito, o único local na Índia onde eu vi isso. Tem detector de metal na entrada e é totalmente proibido tirar foto la dentro. Resolvi me arriscar, coloquei minha roupa Indiana, o Japa-mala nas mãos e de cabeça baixa entrei no Templo, como se eu estivesse em voto de silencio, e funcionou, estava eu dentro do Golden Temple. No meio do Templo existe uma enorme estatua dourada de um Shiva-Lingam.

Depois, no Internet café, conheci um casal Franco-Brasileiro. Tomamos uma cerveja em conjunto a noite e marcamos de fazer o passeio de barco juntos no outro dia ao amanhecer.

(14.07.2007) Acordei as 4:50 da matina para fazer o passeio de barco ao amanhecer no rio Ganges. Logo encontrei com a Celeste, o Thierry e a Laure e começamos o nosso passeio. Foi lindo ver o dia nascer no meio do rio. Como o pessoal estava animado resolvemos descer do barco longe do Guesthouse e voltar caminhando pelas ruelas. Tomamos um ótimo café da manha em um dos restaurantes na beira do rio. Varanasi é uma cidade composta por uma população mais idosa, várias pessoas quando estão mais velhas vem para cá para se preparar para morrer. Dizem que aqui é o acesso ao mundo espiritual. O resto do dia fiquei esperando a hora do meu trem de volta pra Delhi.



Delhi

(15.07.2007) Não fiz muito em Delhi, praticamente fiquei descansando o dia todo.

(16.07.2007) Meu último dia na Índia. Resolvi conhecer o parque Mahatma Ghandi memorial. O lugar é um parque gigante, super bonito, mo contraste com o restante da cidade, tudo limpinho e bem conservado. Tirei várias fotos e um guarda e um Indiano me ajudaram a tirar umas fotos nas posições de Yoga. De tarde fiz as últimas atualizações no site sobre a Índia e coloquei mais fotos. Acabou a viagem por esse país misterioso cheio dos encantos. Estou indo rumo a Europa, o velho continente.

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